…vocês vão descobrir o porque postei apenas o primeiro dia.

Um dia.

Uere avua

10 horas de voo. Foi terrivel. Foi a primeira vez que sai do Brasil.

Serio, nao quero mais voo assim, sem conexao. Eu agonizei.

TODO MUNDO DORMIU NO VOO E SO EU QUE NAO CONSEGUI. Tenho raiva de voces.

Nao era ansiedade, nao era falta de cansaco, era barulho e poltrona me esmagando. Nao sou nenhum top model, isso chateia demais.

Passamos no meio de uma tempestade enquanto estavamos sobrevoando o mar. Foi legal DEMAIS, eu via os raios nascendo ali, na janela. Deu uma sensacao boa.

O pouso foi engracado. Quando o trem (de pouso) tocou o solo, o aviao bambeou pra esquerda, depois pra direita, depois esquerda de novo. Depois todo mundo suspirou. Bobagem.

Na imigracao, o cara nem falou comigo. Botei meus dedos no scanner, dei um sorriso e ganhei um “have a nice day”.

Marlow e seus filhos

O check-in no apartamento que alugamos estava previsto para 2h30pm. Problema. Chegamos 6h30am. Pegamos um taxi e viemos direto para as redondezas de Williamsburg (onde estamos hospedados ate segunda). Pedimos pro taxista parar em qualquer cafe por ali. Ele parou. Obrigado, taxista.

Ele nem sabia do que se tratava direito, o taxista indiano, gente boa. Andamos em direcao ao “Diner” e, ao lado, um cafe chamado “Marlow & Sons”. Pequeno, mas TUDO que tem ali dentro é de um detalhe e de uma deliciosidade sem tamanho. Além do que, a fauna do lugar e das redondezas é mais do que interessante.

Matar o tempo, antes que nos matem

Saimos do cafe e decidimos dar uma volta pelas redondezas, passar em frente o apartamento e tudo mais. Demos uma volta, vimos alguns parques, a redondeza e muito tranquila, vizinhanca de judeus. Muitos judeus MESMO, nunca imaginei ver tantos. Eles estavam com uma roupa que eu tambem nunca tinha visto, nem o chapeu que estavam usando. Parece feito de cabelo humano ou pelo de algum bicho.

Enfim, depois paramos em uma parada de onibus e ali, estava um grupo de senhores, falando espanhol. Todos um tanto ‘exaltados’. Logo um veio puxar assunto com a gente, colombiano. Engracadissimo. Depois um panamenho e por ai vai. Ficamos mais de duas horas conversando com eles, pessoal trabalhador. O panamenho e ex-veterano, serviu pelos estados unidos, tem tres marcas de tiro no corpo, na altura do figado. Enfim, contaram um pouco da historia, brincaram muito (conto pessoalmente o resto).

Hora de chegar.

Chegamos em nosso apartamento e ele e do jeito exato que esta nas fotos (pegamos um apartamento no AirBnB. Morrendo de cansaco, acordado ha mais de 24 horas (havia acordado 7am na sexta. Agora, acordado exatamente 42 horas), tomamos banho, eu cochilei uns 40 minutos e partimos.

Fomos pegar o metro. Nao façam isso, ok? O metro de NYC e quente. Serio, aposto que estava mais de 35ºC nas estacoes. O dia esta exatamente como num dia de Sao Paulo. Quente e nublado. Deu umas pingadas. Descemos perto da Times Square e resolvemos ir ape. E chegamos em Manhattan.

Manhattan.

Enfim, e Manhattan. Fim.

Serio, nao me tirem daqui. Esquecam que eu existo e me larguem aqui. “Ah, voce vai enjoar”. Nao vou, eu enjoei de voce que pensou isso.

Depois de andar muito, vimos um Pub. The Irish Pub, na 7th Ave. Tomei a famosa e sempre exaltada pelo Fufa, Samuel Adams. Comi um hamburguer e eu rachei uma ribs com os amigos. Eu tomei uma decisao sabia: comecar a comer carne de porco aqui em NYC.

Com uma baita lambanca feita, resolvi pedir guardanapos pra moca, e pedi “Kidnapkins”. HOJE o Fabio tinha perguntado como era guardanapo em ingles, e eu falei napkin. Falei certo. Ai fui falar, fiz merda. Porque e isso que faco :)

Enfim, saimos de la, fui as comras, motivei o Steve Jobs a voltar a ser CEO, estou morto e vou dormir. Tchau.

PS: Um fato: a cidade esta em alerta. E redundante falar isso, mas tem bloqueios nas avenidas principais de Manhattan, nas pontes, varios policiais espalhados, bastante gente do exercito andando fardado por ali. Todo mundo falando disso nas ruas. Em todas as linguas do mundo, a unica frase em comum é “september’s eleventh”.